terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ficha de APS - Amanda Teixeira


Ficha de APS - Flávia Weizenmann


Relatório - APS

Começando pela formação do grupo, ou melhor dizendo, da dupla: acabei me juntando com uma colega em cima da hora. No mesmo dia, fizemos o blog, e assim que o blog foi feito, hora de pesquisar material. Foram encontrados dois materiais: uma epistemologia da USP e um artigo sobre Gramática Descritiva.

A Linguística Descritiva, assim como a Gramática Descritiva, preocupa-se em estudar o mecanismo pelo qual uma língua é falada, como uma língua é utilizada por seus falantes, juntamente com os conjuntos desse sistema. Leva esse nome justamente por descrever a estrutura e o funcionamento da língua, seja ela qual for. Trabalha com a análise da fala, para além do conceito de língua como sistema.

Esta análise é independente do que a Gramática Normativa dita como “certo” ou “errado”; a Linguística Descritiva leva em conta o uso da língua, para só então ditar suas regras.

Por exemplo: na Gramática Normativa, se um falante disser “Os peixe nadam no rio”, a fala será considerada errada, pois o número do substantivo (peixe) deve concordar com o pronome (Os); já na Descritiva, se a mesma frase for dita exatamente como já foi apresentada, será considerada adequada, pois, apesar dos “erros gramaticais”, mostra que o falante domina as regras de formação de uma frase.

Outro exemplo: Oswald de Andrade, em seu poema “Pronominais”, mostra bem a situação entre as duas gramáticas, podendo ser usado para o estudo da Linguística Descritiva.

PRONOMINAIS – Oswald de Andrade

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.

Neste poema, podemos ver como são apresentadas as duas gramáticas. Pela Gramática Normativa, o primeiro verso está impecavelmente correto, ao contrário do nono. Mas pela Gramática Descritiva e pela Linguística Descritiva, o nono verso está adequado, pois mostra o domínio do “bom negro” e do “bom branco” sobre a formação de frases.

Nesta linguística, o pesquisador deve julgar a língua não como falante, mas como investigador e analista, confiando em seu método de pesquisa.

Como a língua vive em constante mudança, muito do que é dito na Gramática Normativa não é mais utilizado pelos falantes de uma determinada língua, como, por exemplo, utilizar o pronome depois do verbo.

A Gramática Descritiva, assim como a Linguística Descritiva, explica as regras que são utilizadas pelos falantes (geralmente, diferentes das regras da Gramática Normativa), descreve como se dá o funcionamento e os usos da língua, e mostra o conjunto de regras que regem o funcionamento de uma língua em todo e qualquer aspecto e/ou nível, as regras que os falantes usam no dia-a-dia. O conceito de “certo ou errado” não é válido aqui; o que é válido é o conceito de “adequado ou inadequado”.

Com o material em mãos, a postagem foi feita, assim como o relatório.

E assim, venho por meio deste, relatar a formação e a produção do meu trabalho de APS.


Amanda D’Aurizio Teixeira

RA: B70540-0

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Linguística Descritiva

Mário Eduardo Viaro, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP, criou uma epistemologia linguística, cuja qual foi titulada "Linguística da comunicação e Linguística descritiva: os eixos sincrônico e diacrônico nos atuais modelos de Morfologia". Nessa epistemologia, Viaro apresenta um grande e detalhado estudo acerca (logicamente) da Linguística comunicativa e da descritiva. Por ser um trabalho extenso, focaremos no final da pesquisa.

Em "Linguística da comunicação vs. Linguística descritiva", sobre a Linguística descritiva, Viaro afirma que a linguística anteriormente citada preocupa-se com os conjuntos do sistema linguístico funcional (classes, de palavras, sons, regras sintáticas, etc.), mostrando que a Linguística descritiva trabalha com "o levantamento exaustivo, a classificação e a análise do fenômeno investigado para além do conceito de língua como sistema". O motivo disso é o fato da variação espacial e da temporal não serem opcionais nessa análise, e de serem de grande importância para que as conclusões da mesma "não sejam facilmente refutáveis".
Mostra também que o falante não tem papel de julgamento na análise; o pesquisador deve analisar e dar o veredito como investigador e analista, confiando em seu método de pesquisa, "que lhe pode revelar verdades anti-intuitivas, porém verdadeiras".

Fonte: http://www.usp.br/gmhp/publ/ViaA7.pdf